quinta-feira, 5 de junho de 2008

O Movimento Estudantil na UFG...

Mais vivo que nunca!!!

No início do ano de 2007 a realidade não era muito animadora. Nos deparamos com um DCE paralisado, sede depredada, espaço cultural marginalizado e quase esquecido pelos estudantes. Alguns chegavam a perguntar: "O DCE é uma lanchonete onde se tira Xerox?". A resposta à apatia veio em forma de votos. Uma vitória esmagadora da chapa Unidade e Ação. A eleição significou uma aposta dos estudantes na possibilidade de nos organizarmos e representar o anseio por mudanças.

A história mostrou que os estudantes estavam certos. Novos ares tomaram conta da UFG. Conversas pelos corredores, Assembléias...

O movimento estudantil estava de volta com o "bloco de rua"! Conseguimos estabelecer uma relação horizontal, com participação direta dos estudantes. Lutamos ao lado do Movimento Negro por uma política justa de ações afirmativas, contra o Projeto UFG "Ex"clui, apoiamos os estudantes na ocupação da USP e recentemente na ocupação da UNB contra as Fundações Privadas.

Por meio de suas linguagens, cada curso elaborou, manifestou e construiu o todo. O DCE não é mais "fulano" ou "ciclano", quatro ou cinco diretores. Hoje temos o DCE PRESENTE em todas as unidadesonde há estudantes lutando por demandas específicas ou gerais, envolvidos no Centro Acadêmico, movimentos sociais, projetos de extensão ou mesmo discutindo dentro de sua sala de aula.

Nesta caminhada vários parceiros vieram somar à reorganização do Movimento Estudantil na UFG, conquistamos o respeito de vários professores e técnicos administrativos e mantivemos nossa independência em relação à Reitoria. Sem dogmatismos, estivemos abertos ao diálogo mas, firmes em nosso posicionamento.

Chegamos ao fim desta gestão de alma lavada. Temos hoje uma sede no Setor Universitário totalmente reformada e revitalizada, com espaço para todas as expressóes culturais. Temos uma sede administrativa no Campus II como referência e ponto de apoio para as demandas estudantis e realimos uma "Calourada" como há muito não se via na UFG.

Muito se caminhou, mais ainda há de se caminhar. A luta não para! Procure o seu CA e o DCE. Não se contente em ser aluno, "um ser ausente de luz", SEJA ESTUDANTE EM MOVIMENTO!

(Texto retirado do Jornal do DCE - Gestão Unidade e Ação)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Ato cultural

Estudantes da UFG realizam ato cultural por abertura da Universidade e das Bibliotecas aos finais de semana

Os estudantes da UFG (Universidade Federal de Goiás) através de vários Centro Acadêmicos e do DCE-UFG (Diretório Central dos Estudantes), se reunem neste dia 20/05(Quarta-Feira), a partir das 9h da manhã no Centro de Convivência da UFG no Campus II para entregar abaixo-assinado,com mais de 1.500 assinaturas, à Reitoria reivindicando a abertura da Biblioteca aos finais de semana. O ato que se dará das 9h da manhã às 16h, contará com apresentações musicais, cênicas, literárias e de artes plásticas de estudantes da UFG, além de uma oficina de Dança de Salão com estudantes que participam de Projeto de Extensão.


Os estudantes estarão cobrando uma política de gestão para as duas Bibliotecas da UFG, que envolva a realização de debates, simpósios, colóquios, e exposições artísticas nas Bibliotecas, dando outro sentido á utilização do espaço. Segundo Mariana Oliveira diretora do DCE " A biblioteca mais que um espaço onde se depositam livros, tem que se abrir para empréstimos à comunidade, aumentar seu acervo de livros, e passar a ser um centro irradiador de cultura e debates".


O DCE da UFG assumiu o compromisso de mobilizar a comunidade pela abertura da biblioteca aos finais de semana e dos laboratórios nos finais de semana e dos laboratórios no período noturno. Esta demanda surgiu no debate com os estudantes e Centro Acadêmicos, constituindo-se como uma necessidade real. Com a ampliação dos cursos no período noturno, essa demanda se torna ainda mais evidente. Hoje já são quase mil e quinhentos estudantes matriculados nesse período, sendo que muitos trabalham o dia todo (para muitos estudantes dos outros períodos não é diferente), o que torna impssível a utilização da biblioteca como ambiente de estudos, dificultando até mesmo empréstimo e devolução de livros.


Neste momento de expansão, os estudantes pretendem sensibilizar a Reitoria da UFG para as diferentes realidades que constituem a Universidade.Com a contratação de novos funcionários técnico-administrativos a partir de junho, estão dadas as condições para o pleno
funcionamento da Biblioteca e consequente abertura da mesma à Comunidade.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Texto da Comissão de Transporte à CMTC

OFÍCIO-CMT/UFG nº 001/2008 enviado à CMTC (Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos) no dia 3 de abril de 2008.

Prezados Senhores,

O DCE-UFG, os Centros e Diretórios Acadêmicos de vários cursos criaram a Comissão pela melhoria do Transporte Público, organizada para apontar reivindicações e sugestões para a melhor funcionamento do sistema de transporte dos dois Câmpus da UFG e região, bem como da comunidade em geral. Esta vem esclarecer de forma sucinta alguns pontos que precisam ser de conhecimento geral.

Há alguns anos, estudantes da UFG e CEPAE, organizaram grandes manifestações quanto às linhas de ônibus do Campus II. Em um destes atos públicos os estudantes chegaram ao ponto de fechar vários ônibus dentro do Campus como forma das empresas responsáveis pelo transporte público goianiense atenderem à algumas reivindicações dos estudantes. Na época, foram negadas até mesmo conversas iniciais a fim de resolver tal problema. Diante disso, os estudantes não tiveram outra opção a não ser radicalizar a luta para que pudessem ser ouvidos em suas reivindicações.

Toda essa movimentação trouxe ganhos significativos para o citado momento, como por exemplo, a implantação de dois novos pontos de ônibus, um no CEPAE (Colégio de Aplicação da UFG) e outro atendendo os cursos que são mais afastados no próprio Campus II. Houve algumas melhorias pontuais em relação aos horários dos ônibus que naquela época, em meados de 1998, já era um problema significativo, pois vários estudantes chegavam a passar até uma hora e meia no ponto de ônibus e acabavam por perder aula.

Dez anos depois, muita coisa mudou no sistema de transporte goianiense, desde linhas novas que foram implementadas devido ao crescimento da região metropolitana, até a implementação dos Sit-Pass. Todavia, alguns problemas de ordem prática ainda continuam e, acerca disso, vários estudantes de forma individual tem se manifestado contra alguns absurdos que ocorrem no transporte coletivo. Vários Centros Acadêmicos e o Diretório Central dos Estudantes da UFG já têm se manifestado também de diversas formas para que se busque uma solução para tais problemas.

Dentro da UFG hoje, estão sendo colhidas assinaturas pela melhoria da qualidade das linhas e, este movimento tende a crescer no sentido de tomar providencias cabíveis para agregar também diversas outras situações caóticas que os estudantes têm de enfrentar diariamente.

Para nós, é inadmissível que tenhamos atrasos de cerca de 40 minutos ou até 1 hora em algumas linhas, sujeitando os estudantes a chegarem atrasados todos os dias em suas aulas, podendo, inclusive, serem reprovados por falta. Caso que atinge também os trabalhadores, prejudicando-os profissionalmente.

A linha “105 – Praça ‘A’/Campus” foi uma reivindicação da Reitoria para o atendimento da comunidade universitária do Campus II. Tal linha, cujo objetivo principal de sua criação é atender os alunos do noturno, circula só até às 19:00 horas, que é o horário de início das aulas. Este fato prejudica os usuários que precisam retornar na mesma linha após o encerramento de suas aulas, que se dá às 22:00 horas.

Podemos ressaltar também, o problema enfrentado pelos estudantes do Campus II de cursos como Ed. Física, Agronomia, Veterinária que precisam descer às vezes dois ou três pontos antes do seu porque os ônibus não chegam até as unidades de seus cursos.

Existem problemas também de ordem estrutural, como ônibus superlotados e mal conservados que, ao nosso entendimento, tal situação só poderia ser resolvida com a criação de novas linhas e circulação de mais ônibus.

Além de todas essas reivindicações específicas e emergenciais que devem ser pensadas e atendidas pela CMTC, Setransp, empresas, Reitoria da UFG e Prefeitura de Goiânia, há ainda a luta pelo Passe Livre estudantil que é bandeira histórica dos estudantes e já é realidade em diversas capitais do país.

E de forma muita mais ampla, em parcerias com sindicatos, associações de bairros e diversos movimentos sociais, lutamos também pelo NÃO aumento da passagem que já está prevista e inclusive noticiada na mídia que ocorrerá até o final do mês de Abril ou início de Maio.

Diante dos apontamentos, sugestões e reivindicações expostas esperamos um breve pronunciamento de vossas senhorias, no sentido encontrarmos soluções para as mesmas.

Na certeza de contarmos com a compreensão e acolhida do pleito, renovamos nossos protestos de estima e consideração.



Atenciosamente,

COMISSÃO PELA MELHORIA DO TRANSPORTE PÚBLICO.

IARA DAS NEVES FRANÇA - DCE/UFG

MARIANA OLIVEIRA LOPES BARBOSA - DCE/UFG

JOÃO VICTOR NUNES LEITE - CA DE HISTÓRIA /UFG

GABRIELA M. FRAGA - CA DE CIÊNCIAS SOCIAIS/UFG

ROSÁLIA GOMES DE ARAÚJO - CA DE LETRAS/UFG

LEANDRO OLIVEIRA MENDONÇA - CA DE AGRONOMIA/UFG

YOUSSEF ALI MIGUEL GHAMOUM - CA DE EDUCAÇÃO FÍSICA/UFG e ExNEEF-R5 – EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA.

REPRESENTANTE DO DIRETÓRIO ACADÊMICO DE COMUNICAÇÃO.


quarta-feira, 30 de abril de 2008

Protesto contra aumento da tarifa de ônibus

Estudantes realizam protesto contra aumento das tarifas de ônibus e apresentam pauta por melhorias do Transporte na Universidade.

Os estudantes da UFG (Universidade Federal de Goiás) através de vários Centro Acadêmicos,do DCE-UFG (Diretório Central dos Estudantes), junto a estudantes do Colégio de Aplicação e do Colégio Valdemar Mundim irão paralisar as atividades neste dia 30/04(Quarta-Feira) e realizarão grande atividade a partir das 10h da manhã na sede da CMTC(Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos) na 1ª Avenida, Nº 486, Setor Universitário, em frente ao Hospital das Clínicas, ao lado da UCG.


Os estudantes estarão ao lado de organizações sindicais, movimentos de trabalhadores rurais e movimentos de cultura popular marcando as atividades que precedem o Dia do trabalhador, em uma tentativa de resgatar o sentido clássico das mobilizações do 1º de maio.Ao contrário do que tem sido feito pelas principais Centrais Sindicais(CUT, Força Sindical), que promovem shows com grandes artistas, sorteiam brindes,o ato será marcado pelo questionamento das grandes empresas de transporte que prestam um serviço de péssima qualidade e ainda, com o aumento da passagem, oneram e prejudicam o trabalhador.


Os estudantes reclamam dos constantes atrasos dos ônibus, que variam de 40 min a 1 hora, de ônibus em péssimas condições,sujos e sempre lotados, outra reclamação é sobre a linha Praça A- Campus que para de rodar às 19h prejudicando os alunos do noturno, somam-se a isso a indignação estudantil com o aumento da passagem e a reafirmação da luta histórica pelo Passe Livre Estudantil, direito já adquirido pelos estudantes em Campo grande e no Rio de Janeiro.


O DCE-UFG já se reuniu com a direção da CMTC, mas afirma que nenhuma melhoria acordada entre as partes foi encaminhada. A pauta que os estudantes recolheram em abaixo-assinado com mais de 2000 assinaturas, e que pretendem encaminhar à CMTC durante a manifestação conta com os seguintes pontos:

* Não ao aumento da passagem.

* Pelo Passe-Livre Estudantil;

* Que a linha "105 – Praça 'A'/Campus" estenda o seu horário até o fim das aulas dos alunos do noturno;

* Para que os ônibus voltem a dar "carona" aos estudantes de cursos como Ed. Física, Agronomia, Veterinária, não excluindo, é claro, a linha 'Circular/Campus';

* Pela manutenção dos ônibus e aumento das linhas, tendo em vista os atrasos em várias linhas e a superlotação em horários de maior movimento;



Diretório Central dos Estudantes da UFG

Contatos dos Diretores :

Paulo Winícius " Maskote"-8457-1067

8423-9953 Fernando Viana

9265-2476 Yousef

8125-9910 Mariana

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Decisão Judicial...




Confira a decisão judicial que proíbe a cobrança de taxas na UFG.






quarta-feira, 23 de abril de 2008

Biblioteca nos fins de semana...

O DCE da UFG, na luta por melhorias em nossa Universidade, assumiu o compromisso de mobilizar a comunidade pela abertura da biblioteca nos finais de semana e dos laboratórios no período noturno. Esta reivindicação surgiu no debate com os estudantes e CA (s), configurando-se como uma necessidade real. Com a ampliação dos cursos no período noturno, essa demanda se torna ainda mais evidente. Hoje já são quase mil e quinhentos estudantes matriculados nesse período , sendo que muitos trabalham o dia todo, o que torna impossível à utilização da biblioteca como ambiente de estudos, dificultando até mesmo empréstimo e devolução de livros. Para muitos estudantes dos outros períodos não é diferente, pois muitos trabalham e só possuem tempo para estudar durante os finais de semana .
Sendo esta uma questão de direito, e visto que estamos no momento de expansão da Universidade convocamos a Universidade Federal de Goiás a se atentar as diferentes realidades que a constitui.

Segue abaixo assinado dos membros da comunidade acadêmica que reivindicam a abertura da biblioteca nos finais de semana (sábados e domingos) bem como dos laboratórios no período noturno.

http://www.cipedya.com/doc/175656


Passem em suas turmas. Colaborem na construção de uma universidade melhor...

Mobiliza UFG!!!

domingo, 20 de abril de 2008

O Movimento Estudantil vive...

Muito tem se propagado sobre o possível fim do Movimento Estudantil e da atual apatia dos jovens, porém, o que se viu durante todo o ano de 2007, diante da conjuntura imposta pelos decretos de governos estaduais (SP) e federal, foi um reavivamento em âmbito nacional do ME (Movimento Estudantil), até então, tido como "morto" pelos veículos de mídia e sociedade em geral. A bem da verdade, é peciso que se faça uma breve abordagem histórica do Movimento estudantil, pelo menos em seus fatos mais relevantes.

O ME participou ativamente na luta contra a ditadura militar, na Diretas Já, no Impeachment do Collor e em diversas outras mobilizações políticas do país.

Aponta-se que a citada apatia pode ser uma crise de direção, já que não só o ME, mas todos os movimentos sociais atuais passam por um processo de cooptação pela lógica imposta pelo capital.

A atual gestão do DCE – UFG acredita que deve-se fortalecer entidades locais como centros acadêmicos (CA's) e Diretórios Centrais de Estudantes (DCE's), tendo sempre como princípio defender as bandeiras históricas do ME de lutar contra a transformação das universidades públicas em fundações privadas, pela universalização do acesso ao ensino, universidade popular, enfim, em defesa da universidade publica e autônoma.

Na contramão destes princípios, em 2007, o governo Lula lançou o REUNI, programa de expansão das universidades públicas que as precariza. O CONSUNI (Conselho Universitário) da UFG iria votar a adesão ao programa sem aprofundar o debate com a Comunidade Universitária e foi neste momento que o DCE, juntamente aos CA's que tinham uma posição crítica ou de discordância em relação ao REUNI, se mobilizaram ocupando duas vezes o CONSUNI, impedindo as votações do programa do governo.

Em dezenas de outras universidades do país ocorreram ocupações de CONSUNIS e Reitorias, sendo que aqui houve ainda a ocupação do Centro de Seleção, a fim de defender a universidade pública e o tripé que a sustenta: ensino, pesquisa e extensão.

Todas essas mobilizações espalhadas pelo país, trouxeram à tona o Movimento Estudantil forte e combativo que há muito não se constituía como tal por diversos motivos. Seja desde o final da década de 80 com a queda do Muro de Berlim e com ele, como muitos afirmam, a queda das ideologias, o acirramento do capitalismo com a implementação do neoliberalismo em diversos paises e junto com ele, o exercício de alienação feito pela mídia, pelo próprio governo Lula que cooptou parte dos movimentos sociais para seu projeto eleitoreiro de manutenção do capitalismo, pela já anteriormente citada crise de entidades estudantis e com os partidos que até então eram tidos como defensores da classe trabalhadora e agora são vistos por muitos como traidores desta classe, passando por motivos de organização do próprio movimento.

Tudo isso pode ter gerado a tão famigerada apatia ou, quem sabe,a crise do ME que vem sido interrompida gradualmente.

Tal crise também gerou reflexões, e novas formas dos estudantes se organizarem têm surgido. Entende-se hoje que é importante fazer unidades programáticas em torno de pautas que unem os estudantes e levantando as bandeiras históricas do movimento.

Passou-se a pensar também, a respeito da direção, entidades com gestões chamadas horizontais ou colegiadas, onde não é respeitada a hierarquia tradicional de cargos que muitas vezes burocratizou o movimento, para se pensar em gestões onde, de forma organizada, todos contribuem igualitariamente para as lutas pautadas pelo movimento.

A atual gestão do DCE se organiza desta forma e tem, desde sua carta-programa, o compromisso de defender questões mais próximas dos estudantes, como investimentos em bolsa pesquisa e extensão, incentivos aos movimentos sociais na universidade e discutição dos movimentos de cultura.


Mariana Oliveira Lopes
Coordenadora do DCE-UFG Gestão Unidade e Ação

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Procuração para ressarcimento da taxa de matrícula

Então...

O DCE se organizou e está disponibilizando uma procuração (que pode ser entregue no próprio DCE) para haver o ressarcimento das matrículas pagas.

Pra quem não sabe, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região confirmou em fevereiro o pedido do Ministério Público Federal em Goiás que, desde 2003, pedia pela suspensão da cobrança irregular.

A procuração, que já está disponibilizada aqui no Blog, deve ser entregue acompanhada de:
  • cópia do comprovante de endereço (últimos 3 meses);
  • cópia dos documentos pessoais (RG e CPF);
  • comprovante de matrícula;
  • e cópia dos comprovantes de pagamento.

Quem não está com todos os comprovantes de pagamento, deve procurar o DCF no 2º andar no prédio da Reitoria.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Movimento Estudantil, o REUNI e a Assistência ao estudante...

Hoje uma das principais bandeiras do Movimento Estudantil é a Assistência Estudantil, entendemos que uma política de Assistência Estudantil deve garantir as seguintes dimensões: apoio ao desenvolvimento acadêmico; suporte psicossocial;condições de moradia;acesso à alimentação; à saúde e às atividades sócio-culturais e esportivas, além de alternativas de transporte aos locais das atividades acadêmicas.


A Política de Assistência Estudantil não pode ser compreendida como favor, mas sim como responsabilidade do Estado com a formação do cidadão. Devemos discutir a política de permanência e acesso dos estudantes como uma questão de direito para todos.


Somos extremamente críticos ao REUNI, no que diz respeito ao seu impacto na Assistência Estudantil, por mais que o governo alardeie que a verba para assistência aumentou "como nunca antes visto no Brasil", teremos na UFG a partir do ano que vem um aumento considerável no número de estudantes, que encontrará a seguinte realidade: Biblioteca fechada aos finais de semana por falta de funcionários, Restaurante Universitário Privado com uma comida péssima( já discordando de uma pesquisa recente que diz da aprovação dos sobre a comida, desafiamos qualquer um a comer lá a semana toda), pouquíssimas Bolsas de Iniciação Científica(PIBIC) com um valor irrisório 300,00 R$, onde o estudante tem que fazer seus bicos e não pode dedicar-se integralmente à pesquisa.


A expansão responsável que o Movimento Estudantil defende abarca o investimento e melhoria dos serviços odontológicos, psicológicos, creche, e para isso é necessário contratar muito mais funcionários, e remunerá-los dignamente, do que as vagas que estão sendo disponibilizadas pelo REUNI. Discordamos da bolsa permanência que coloca o estudante para substituir o funcionário, devido ao déficit no quadro administrativo vivido pela UFG, exemplo claro que se pode perceber na " bolsa-educação" oferecida pelo Hospital da Clínicas-UFG, onde estudantes de enfermagem substituem enfermeiros, e estudantes de História e Direito substituem assistentes administrativos.


O DCE -UFG entende que o aumento de vagas sem o proporcional aumento de verbas gerado pelo REUNI, só tende a piorar a política de Assistência Estudantil. Se constrói um conto de fadas, em um primeiro momento vem uma verba inicial e devido a tanto tempo sem investimentos na UFG, as pessoas irão se deslumbrar, mas passada a empolgação, verão que as contratações e prédios construídos pouco irão representar frente ao aumento vertiginoso de vagas e conseqüentemente de demandas para a permanência destes novos estudantes. Sabemos que a evasão se dá principalmente nos cursos com maior presença dos estudantes trabalhadores, e a permanência deste aluno está vinculada às condições que a UFG oferece para que ele termine seu curso.


Portanto o DCE-UFG defende como pontos centrais na política de Assistência Estudantil:

  • Resgate do Caráter Público do Restaurante Universitário, possibilitando a auto gestão, maior controle social e conseqüente melhora da qualidade;
  • Ampliação do Restaurante Universitário e da Creche;
  • Construção de Casas de Estudantes no Campus II, e nos Campi do interior;
  • Abertura dos laboratórios de Informática até as 23h para estudantes do noturno e aos finais de semana;
  • Aumento do número e do valor da Bolsa Permanência, sem ter como contrapartida o trabalho do estudante na substituição de funcionários da Universidade;
  • Funcionamento da Biblioteca até as 23h e aos finais de semana;
  • Aumento no número e no valor das Bolsas de Iniciação Científica;
  • Aumento no número e no valor das Bolsas de Extensão;
  • Aumento no acervo das Bibliotecas;
  • Abertura da Biblioteca á Comunidade
  • Garantia de Sistema de Transporte adequado que circule pelos Campi, com a diminuição dos intervalos dos ônibus em todos os turnos;
  • Efetivação de seguro para os alunos que desenvolvem atividades curriculares que caracterizem situação de periculosidade;

Temos certeza que há um interesse em comum em expandir esta Universidade, e que a mesma esteja cada vez mais aberta aos filhos da classe trabalhadora, porém mais que ingressar na UFG, é necessário que os estudantes tenham condições de permanecerem e se formarem cientistas e cidadãos, e assim viverem a plenitude de tudo que uma Instituição universitária de qualidade possa oferecer.

Paulo Winícius Teixeira de Paula (Maskote)

Coordenador do DCE Unidade e Ação

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Nova Lei de Estágio

Nova Lei de Estágio: Numa face, a exploração barata da mão – de – obra, a necessidade de se manter na educação.


O Congresso Nacional discutiu, já há alguns meses, um corpo de leis que vão interferir na vida de milhares de jovens brasileiros: A Lei do Estágio. Esse projeto tenta regulamentar a atividade de estágio. Na verdade, intensificam um fenômeno que se analisa nas últimas décadas: a precarização do trabalho, e em especial dos serviços públicos.

Entramos numa fase de organização do mundo do trabalho, marcada pela flexibilidade na produção. Flexibilidade em todos os sentidos: dos produtos (maior variedade), da riqueza (cada vez mais globalizada), da matéria-prima, da localização das empresas (em locais cada mais remotos) e, finalmente, a flexibilidade do trabalho e das leis que a protegem.

O estágio, em teoria, é uma atividade profissional que deveria valorizar o ensino e acima de tudo, aperfeiçoando a formação acadêmica do estudante, para que este se torne um agente não só capacitado para tal atividade, mais que compreenda todo o processo de organização e extração de sua força de trabalho, possibilitando assim, uma intervenção maior na forma organizativa com seus pares para uma mudança nas estruturas ali colocadas. No entanto, as empresas encaram o estágio como uma forma de contratar jovens trabalhadores como mão-de-obra barata. Observa-se claramente nas entrelinhas deste corpo de leis que a concepção de Estágio e até mesmo o que é o sujeito Estagiário permeia a frase inicial da Lei do Estagiário: "O estágio é um processo educativo supervisionado".
Dentro deste quadro, acreditamos que esta Nova Lei do Estágio REGULARIZA E LEGITIMA A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO.

Vemos pouquíssimos avanços, como por exemplo, a garantia de 30 dias de férias e a limitação da carga horária diária em 06 horas. Porém, a parte que trata da vinculação do projeto pedagógico ao estágio é muito vaga e não traz qualquer novidade neste sentido. Isso é central: sem a articulação da atividade profissional do estagiário aos conhecimentos e práticas desenvolvidos na escola/ universidade e uma localização deste sujeito dentro do mundo do trabalho, o estágio não passa de legitimação da mão-de-obra barata, que atende principalmente aos interesses das grandes empresas que vão preferir contratar estudantes ao invés de pagar um salário decente. Diga-se empresas, abarcando sim o Estado instituído pela sociedade.

O estágio tem sido usado como forma de fraudar as obrigações trabalhistas, pois, conforme sabemos, no estágio não se cria vínculo de emprego. A utilização fraudulenta do contrato de trabalho pode facilmente ser averiguada pelo emprego de estagiários em setores que não tenham relação com a área do curso do estudante. O que ocorre, é que os estudantes que estagiam nessas circunstâncias, ao procurarem o aprendizado de um ofício, muitas vezes se defrontam com serviços precários e sem nenhum conteúdo profissionalizante.


Veja o que anteprojeto de lei para o estágio apresenta como principais propostas:

* A jornada de trabalho ficaria restrita a 30 horas semanais para estagiário de ensino superior e a 20 para os de ensino médio ou técnico;

* Estabelece que a remuneração mínima, para qualquer estagiário, é de um salário mínimo, além de obrigar a empresa a segurar o estagiário contra acidentes e responsabilidade civil e pagar vale transporte;

* Não reconhece vínculo empregatício para o estágio, a não ser quando alguma irregularidade for constatada. Nesse caso, a empresa teria que pagar multa, calculada de acordo com os custos de um funcionário permanente;

* Limita o número de estagiário a no máximo 20% do quadro de funcionários da empresa.


João Victor
Coordenador do DCE Unidade e Ação

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Ocupação da reitoria na UnB

Nota do Movimento Estudantil Unificado Sobre a Ocupação da Reitoria

É de notório conhecimento público os escândalos que o Ministério Público e a imprensa têm trazido à tona nestes últimos meses envolvendo a reitoria e as fundações de direito privado da Universidade de Brasília. São exemplos desses escândalos: a utilização de 470 mil reais para mobiliar com utensílios de luxo o apartamento funcional do reitor, o desvio de função na aplicação de verbas da ordem de 100 milhões de reais da Finatec, o desvio derecursos da Funsaúde e da Editora da UnB na ordem de 50 milhões e o abuso nouso dos cartões corporativos do qual a UnB é campeã.
Diante desses fatos, os estudantes realizaram atos, manifestações e assembléias gerais, completamente indignados com o clima deimpunidade que se deu após a divulgação desses fatos. Hoje (ontem) foi realizada Assembléia Geral dos Estudantes da UnB e em seguida uma passeata por toda aUniversidade, que culminou na ocupação espontânea da Reitoria.

Nesta Assembléia, que contou com a participação de centenas de alunos, foram reivindicados os seguintes pontos, que agora são pontos de pauta da nossa ocupação:

1 - Saída imediata do Reitor e Vice-reitor.
2 - Dissolução do Conselho diretor.ü Convocação imediata de eleições diretas e paritárias para reitor.
3 - Pela paridade nas eleições para todos os cargos eletivos da universidade e na composição de todas as instâncias deliberativas da UnB.
4 - Convocação congresso estatuinte paritário.
5 - Abertura das contas de todas as fundações da UnB.
6 - Que os bens adquiridos para o apartamento funcional do reitor sejam leiloados e os recursos investidos na Casa do Estudante.
7 - Abertura imediata de concurso público para professores e técnicosadministrativos para suprir o déficit atual do quadro da universidade.
8 - Contra o corte de bolsas permanência feito pela reitoria.
9 - Que as bolsas permanência sejam transformadas em bolsas de pesquisa eextensão e que subam para o valor do salário mínimo.
10 - Que todos os estágios oferecidos pela FUB sejam exclusivos paraalunos da UnB,salvo os de pesquisa.
11 - Pela construção imediata de um Restaurante Universitário no campus dePlanaltina.
12 - Garantia da construção de novos prédios de moradia estudantil.
13 - Garantia da reforma da casa do Estudante respeitando condições dignasde moradia durante a reforma.
14 - Pela ampliação dos horários de circulação do transporte internogratuito da UnB,e que este faca o trajeto ate a rodoviária.
15 - Pelo Passe Livre estudantil.
16 - Criação de uma linha de ônibus que integre os campi da UnB.
17 - Pela construção imediata de novos prédios nos campi Ceilândia, Gama e prioritariamente Planaltina.
18 - Pela reforma e melhoria das instalações físicas dos campi da UnB.

Ressaltamos que essa é uma *manifestação pacífica e legítima* e*convocamos toda a comunidade acadêmica e toda a sociedade a nos apoiarnessa batalha contra a corrupção e a impunidade.**

**Movimento de Ocupação da Reitoria da UnB**





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Acompanhem pelo blog...
http://www.ocupacaounb.blogspot.com/



terça-feira, 8 de abril de 2008

2008

Olá pessoas.

Lá se foi o primeiro mês de aula...
Surgiram novas discussões e mobilizações e deu-se continuidade ao que vinha sendo feito no ano passado.

A Calourada Unificada do DCE com os CAs foi um evento marcante e legal,
A programação estava ótima e é uma pena que apenas uma minoria tenha acompanhado os debates realizados (que foram excelentes, por sinal).






Queremos mais, hein DCE e CAS!!!
Parabéns pela realização.



O blog está meio parado e precisa se movimentar...
Sempre que possível, serão postados informes e textos.
Se alguém tiver material, envie!
Este é uma canal para se expor idéias, realizar debates e informar sobre acontecimentos que ocorrem na UFG e nas demais universidades federais do país, e só funcionará com a colaboração de diversas pessoas...


Temos que continuar com a luta...
Há muito o que se fazer...


Mobiliza UFG!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

REITEGRAÇÃO DE POSSE NA UFBA

Ontem um oficial de justiça levou à Reitoria da UFBA o documento de reitegração de posse. Os estudantes lá presentes não o assinaram e nem pretendem assiná-lo e, portanto, a polícia chegará a qualquer momento.

Pedem então a ajuda de tod@s...

Divulguem esse fato lamentável, pois, como muit@s já sabem, desde 16 de maio de 2001 a polícia não intervém na UFBA.

Solidariedade às/aos colegas que vêm lutando pelas universidades deste país.

ESSA LUTA É DE TOD@S NÓS!



sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Ocupação do Centro de Seleção


No dia 25 de outubro marcou-se uma reunião do CONSUNI no prédio da Justiça Federal para a votação de adesão da UFG ao Reuni .
Cerca de 40 estudantes e alguns professores compareceram à porta do prédio onde acontecia a reunião e protestaram.
O CONSUNI votou a favor do Reuni e logo após os estudantes partiram rumo ao Centro de Seleção e o ocuparam.
O prédio foi desocupado no mesmo dia.


Veja nota da reitoria sobre o caso colocando mais uma vez a manifestação estudantil como ilegitima e com um caráter antidemocrático, já que, segundo ela, "a comunidade universitária teve amplas oportunidades de conhecer, discutir e contribuir para a construção do projeto de reestruturação e expansão da UFG"
http://www.ufg.br/page.php?noticia=3632



MOBILIZA UFG!!!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

CONVOCAÇÃO

ASSEMBLÉIA DOS ESTUDANTES
Quinta feira, às 10horas em frente ao R.U.

Compareçam, a participação de todos é fundamental!!!

Mobiliza UFG!!!

domingo, 4 de novembro de 2007

As manifestações não são isoladas...

Recebi há pouco por email:

Veja o vídeo da Retrospectiva (30 dias de Ocupação):
http://ocupacaoufba.blogspot.com/2007/11/retrospectiva-30-dias-de-ocupao.html

Início
Em 01/10/07, por conta de um vazamento de gás no Restaurante Universitário da Residência da Vitória (R1) – que durava mais de um ano, havia se intensificado nos últimos dias e levado funcionários a passarem mal - os residentes universitários da UFBA partiram, em badeijaço, para o palácio da reitoria, em protesto contra o descaso da administração central – cansada de saber e não-resolver o vazamento. Assim começava a ocupação da reitoria da UFBA, que totaliza, hoje, 34 dias. A pauta, que no início do movimento, era emergencial, se expandiu: hoje, os ocupantes lutam por uma assistência estudantil de verdade e contra o Decreto REUNI, que irá obrigar todas as Universidades Federais a adotarem, como arquitetura curricular, o projeto Universidade Nova, de autoria do Reitor da UFBA, prof. Naomar de Almeida Filho.
A ocupação da nossa reitoria, à revelia do DCE-UFBA (que se colocou enquanto observador da ocupação dos residentes, tentou acabar com a ocupação no seu 4° dia de existência e continua atuando em prol da desmobilização dos estudantes), foi o estopim para que a luta contra o REUNI e pela construção de uma outra Universidade ("Nem UFBA Velha, nem UFBA Nova! Por uma Universidade verdadeiramente Popular!") explodisse no Brasil. Hoje, existem 14 reitorias ocupadas. E, assim como aqui na UFBA, a articulação da luta nacional contra o REUNI está correndo por fora das entidades – a UNE, que teoricamente representa os estudantes a nível nacional, e serve para construir as lutas estudantis, É A FAVOR DO REUNI! (Costuma-se chamar este fenômeno de governismo. Numa época em que o PT e sua base aliada – PC do B, PMDB, PPS, PV, etc – são o Governo, não é de se espantar que esses partidos e correntes políticas tentem fazer das entidades estudantis e sindicatos que dirigem aparelhos do governo, nunca indo de encontro às políticas formuladas por Lula e Cia, mesmo quando isso significa emperrar as lutas das suas categorias. É assim com o DCE-UFBA, é assim com a UNE, é assim com a CUT, etc...).

O BRASIL SE MEXE PRA DERROTAR O REUNI -
RUMO AO DIA NACIONAL DE OCUPAÇÃO DE REITORIAS

Brasília, outubro/07
Em 24 e 25/10 aconteceu em Brasília uma grande marcha em defesa da educação pública, que conseguiu contar, mesmo com o boicote dos governistas, com mais de 20.000 pessoas! E, na plenária do dia 25/10, decidiu-se por definir o dia 13/11 como DIA NACIONAL DE OCUPAÇÃO DE REITORIAS. A ocupação da UFBA participou dessa plenária, que serviu para articular e expandir Brasil afora o nosso movimento. Entretanto, como a nossa ocupação já dura 34 dias, teremos que construir uma mobilização diferente no dia 13, mas que some forças ao calendário nacional.
Então, haverá uma grande plenária na ocupação da reitoria neste DOMINGO (04/11), às 15h, que reunirá todos os movimentos sociais e setores do movimento estudantil (MST, MSTS, MNU, Fórum Permanente em Defesa das Ações Afirmativas, DCE-UEFS, Coletivo CAUS – UNEB, DA's e CA's da UFBA, DA's e CA's da Regional Nordeste 1 – DENEM, NEP – SAJU, COMUNA, NEPPA, Estudantes do CEFET, dos Cursinhos STATUS e Sagrado, MPL, CEAS, ANDES-SN, ADUNEB, ADUEFS, CONLUTAS, SINASEFE, etc) que têm apoiado a nossa mobilização, são contrários ao REUNI e discutem educação para a construção de mobilizações conjuntas.
[]'s, e até lá!





... estão acontecendo em todo o país!!!
É uma luta NACIONAL que, ao contrário do que autoridades e a mídia vem colocando, não se opõe ao aumento de vagas e ampliação dos cursos, e sim a uma expansão irresponsável, que fere a autonomia das Universidades e o tripé Ensino, Pesquisa e Extensão.

Queremos EXPANSÃO COM QUALIDADE!!!

Quem disse que morreu...














Ocupação do CONSUNI - UFG em 28 de setembro















Faixa do CA de geografia no apoio a ocupação





Então...
quem disse que morreu???

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A Faculdade de Educação e o REUNI

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
FACULDADE DE EDUCAÇÃO

A Faculdade de Educação e o REUNI

Nunca se chegou, no Brasil, a tão insignificante, estreita e elementar compreensão do problema educativo brasileiro. Nunca se pretendeu tão infantilmente encerrar-se a cultura nacional dentro de um regulamento. Nunca o espírito burocrático foi tão audacioso em querer sobrepor-se à própria realidade das coisas e à própria realidade das instituições.

[TEIXEIRA, Anísio. Notas para a História da Educação. In: Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 37, n. 85, jan/mar. 1962, p. 183.]

A epígrafe acima foi extraída do discurso proferido por Anísio Teixeira, em 31 de julho de 1935, na inauguração dos cursos da Universidade pioneira do então Distrito Federal. Vejamos, também no mesmo discurso, outro trecho em que Anísio Teixeira define os fins da Universidade, conceito do qual a Faculdade de Educação parte para elaborar a resposta à Reitoria da UFG em relação à adesão ao REUNI.

A função da Universidade é uma função única e exclusiva. Não se trata somente de difundir conhecimentos. (...) Não se trata,somente, de preparar práticos ou profissionais, de ofícios ou de artes. A aprendizagem direta os prepara, ou, em último caso, escolas muito mais singelas do que Universidades.
Trata-se de manter uma atmosfera de saber, para se preparar o homem que o serve e o desenvolve. Trata-se de conservar o saber vivo e não morto, nos livros ou no empirismo das práticas não intelectualizadas. Trata-se de formular intelectualmente a experiência humana, sempre renovada, para que a mesma se torne consciente e progressiva.
Trata-se de difundir a cultura humana, mas de fazê-la com inspiração, enriquecendo e vitalizando o saber do passado com a sedução, a atração e o ímpeto do presente.
O saber não é um objeto que se recebe das gerações que se foram, para a nossa geração, o saber é uma atitude de espírito que se forma lentamente ao contato dos que sabem.
A Universidade é, em essência, a reunião entre os que sabem e os que desejam aprender. Há toda uma iniciação a se fazer. E essa iniciação, como todas as iniciações, se faz em uma
atmosfera que cultive, sobretudo, a imaginação... Cultivar a imaginação é cultivar a capacidade de dar sentido e significado às coisas. A vida humana não é o transcorrer monótono de sua rotina quotidiana, a vida humana é, sobretudo, a sublime inquietação de conhecer e de fazer. É essa inquietação de compreender e de aplicar, que encontrou afinal a sua casa. A casa onde se acolhe toda a nossa sede de saber e toda a nossa sede de melhorar, é a Universidade. [Ibid., p. 185.]

Defendamos, pois, essa casa! Leis, decretos, portarias, somam-se a um discurso rasteiro que a define como moderna, atual, flexível, atenta ao mercado das profissões. Com esse entendimento, fogem das idéias, conceitos e definições de Anísio Teixeira, escorregando na Universidade que forma o indivíduo, quase tão-somente, para a obtenção de um suposto emprego e o sucesso na vida pessoal e profissional. Para cumprir esse fim, apresentam a possibilidade de se quebrar o princípio indissociável entre ensino, pesquisa e extensão, em favor do ensino, sobretudo na graduação, jogando para um plano menor o poder instituinte da Universidade. Não por acaso, os números oficiais apontam que o maior crescimento das Instituições de Ensino Superior nos últimos anos no Brasil, ocorreu nas instituições privadas, e em sua quase totalidade no ensino de graduação.

Mas a Universidade Pública no Brasil, a despeito da sua origem, reduzida a uma reunião de escolas de formação profissional e dos parcos recursos que lhe são destinados, preza a pesquisa, razão da sua não insolvência. Anísio Teixeira, no mesmo discurso já citado, afirma: “Esse país é o país dos diplomas universitários honoríficos, e o país que deu às suas escolas uma organização tão fechada e tão limitada, que substituiu a cultura por duas ou três profissões práticas, é o país em que a educação, por isso mesmo, se transformou em título para ganhar um emprego”. [Ibid., p. 185.]

Note-se, pois, que esse discurso é de 1935. Hoje, após mais de sete décadas, nos deparamos com documentos e com decretos combinados que apontam para uma expansão das Universidades com fundamentos no aspecto quantitativo e puramente vinculado ao discurso economicista de custobenefício. Os documentos oficiais não reconhecem a necessidade da Universidade pensar a si mesma e a própria sociedade. Apontam, isto sim, para ações operacionais que visam, na essência, aumentar o número de alunos na Universidade, bem como elevar o número de formandos, sem o correspondente aumento de recursos e sem a preocupação em oferecer à sociedade e aos graduandos uma autêntica formação.

A esse respeito vejamos um trecho das publicações da UNESCO, em que se refere ao custo da evasão escolar.

Se a educação está diretamente relacionada à produtividade e se o mercado de trabalho valoriza estes ganhos de produtividade pagando salários mais elevados, o maior custo, para o indivíduo, da evasão escolar precoce é a perda de oportunidade de aumentar sua produtividade e, portanto, de aumentar sua capacidade de obter renda no mercado de trabalho. (...) Quanto à sociedade como um todo, os principais custos da evasão escolar precoce são uma maior demanda por programas sociais (saúde, assistência social, seguro desemprego etc.) e, portanto, maiores custos para a sociedade de manter estes programas, a redução das receitas tributárias do governo devido ao
menor nível de renda da população, e maior probabilidade de que pessoas com menor nível educacional se envolva em atividades antisociais de alto risco (crime, uso de drogas, gravidez precoce etc.) que geram custos adicionais à sociedade.

CAMARGO, José Macio. Dívida por educação – efeitos sobre crescimento e pobreza. UNESCO, Dez./2006, p. 11 (Série Debates).

Mudanças puramente quantitativas têm sido apresentadas, e leis, decretos, portarias, estabelecem as normas. O REUNI traz o fundamento quantitativo como princípio, e dificilmente as universidades não vão aderir, porque acena com recursos financeiros para as instituições adesistas, apesar de o mesmo decreto reafirmar, paradoxalmente, o princípio da autonomia universitária.

A rigor, nenhuma associação, sindicato, fórum, unidade acadêmica ou pessoa sensata pode ser contrária à expansão da universidade pública. A questão central é, pois, a forma como é proposta a expansão. A UFG nunca se furtou à necessária expansão e o fez, e a cada ano o faz, observando com cuidado os seus limites e possibilidades, sem ferir a qualidade. A Faculdade de Educação como sua parte constitutiva sempre acompanhou a expansão, seja contribuindo com os cursos de licenciatura, seja contribuindo com os cursos de bacharelado.

Ainda na década de 1980, a Faculdade de Educação criou duas turmas do curso de pedagogia no período noturno. Formamos, no início desta década, em convênio com a Prefeitura Municipal de Goiânia, cerca de 600 professores do Ensino Fundamental – Curso de Pedagogia. Está em curso, em convênio com o PRONERA, o curso de Pedagogia da Terra. Temos dois cursos consolidados de Pós-Graduação em Educação, pioneiros no Centro-Oeste, em nível de mestrado (criado em 1986) e doutorado (o primeiro doutorado em educação do Centro-Oeste), além de um Mestrado Interinstitucional (MINTER), realizado com a UNITINS em 2001-2002, outro com a FESURV em andamento e um Doutorado Interinstitucional (DINTER) com a UFT, iniciado nesse mês de agosto de 2007. A FE participa da expansão feita pela UFG nos cursos de licenciatura, inclusive noturnos. Implantou também o primeiro curso público em psicologia do Estado de Goiás e o segundo da Região Centro-Oeste, atualmente no segundo ano, sendo parte constitutiva do que a FE e a UFG definem como expansão responsável.

Chamamos atenção para que qualquer processo de expansão na UFG tenha a observância da qualidade. Não podemos nos submeter às ações próprias do mercado, com novos cursos ou novas expansões, tomando por base o princípio da oferta e da procura. De modo responsável e a seu tempo, as Unidades Acadêmicas vêm apresentando propostas de expansão, cuja pertinência, qualidade e responsabilidade têm sido analisadas pelas instâncias superiores da UFG, antes de decidir por sua aprovação. Não podemos perder esse princípio, pois, fora dele, as razões acadêmicas cedem a acenos populistas com combinações monetárias.

Entendemos que a sociedade necessita ser repensada e, como sua parte constitutiva, também a universidade. Devemos, por exemplo, nos debruçar sobre pesquisas que ajudem a sociedade a compreender as razões fundamentais da negação de direitos básicos do cidadão, como saúde, educação, habitação, transporte, lazer e não simplesmente adotar o caminho fácil da chamada inclusão social via benefícios, ou de uma expansão qualquer à cata de recursos.

Idéias, compromissos e ações, enfim, definidas no esteio da fundação da universidade desde o século XIII.

Por fim, a Faculdade de Educação não se furta à expansão, pois já o faz há duas décadas. Nesse instante, trabalha para consolidar o curso de psicologia, criado em 2006. Aprovou em 2003 o novo currículo do curso de Pedagogia e acaba de adequá-lo às novas diretrizes curriculares definidas pelo Conselho Nacional de Educação. No âmbito da Pós-Graduação, expandimos o curso de mestrado em Educação – MINTER com a Fundação Educacional de Rio Verde – e expandimos também o curso de Doutorado em Educação, ao atendermos ao pedido da UFT e a ela oferecermos um DINTER, projetos esses aprovados pela CAPES. Estamos envidando esforços para criarmos um curso de Especialização Gratuito em Educação de Jovens e Adultos EJA, em parceria com o CEFET-GO e outro em Educação e Diversidade Camponesa, em parceria com a Comissão Pastoral da Terra. Com grande esforço da FE e da UFG/PRONERA, está sendo realizado na Faculdade de Educação o curso de Pedagogia da Terra em forma de módulos, cujos alunos não só estudam nas dependências do prédio da FE, mas nela também ficam alojados nos meses de janeiro, fevereiro e julho. A FE possui nos cursos de Pedagogia, Psicologia e Núcleos livres, um total de 130 turmas, além de atender, com o
seu quadro de professores, a 105 turmas em 12 cursos de Licenciatura e em 08 cursos de bacharelados. O curso de Psicologia, hoje no 4° período, para completar o quadro de turmas previstas para a integralização de sua matriz curricular terá, no final do 10° período 70 turmas na modalidade, formação de professores e o específico da profissão de psicólogo. Acrescentam-se a essas atividades acadêmicas, 14 projetos de extensão que atendem direta e indiretamente a sociedade goiana, entre eles o Projeto de Educação de Jovens e Adultos (EJA) que forma professores para atuarem como multiplicadores.

Portanto, a FE, com esforço, vem expandindo as suas atividades acadêmicas, sem falar da participação direta nos outros institutos e faculdades que já optaram por expansão, sobretudo na área das licenciaturas. Acreditamos que a relação aluno/professor na FE, poderá ser aumentada, bastando simplesmente corrigir alguns desacertos na criação de turmas, pois constatamos, sobretudo em algumas Disciplinas de Núcleos Livres e em algumas disciplinas dos cursos de Licenciaturas atendidos pela FE, um número reduzido de alunos.

Com efeito, sempre que se fala em expansão, normalmente os cursos de licenciatura são os mais lembrados. Desse modo, caso a UFG opte por expansão nessa área, a Faculdade de Educação estará pronta para atender às demandas, mas defendendo os princípios da qualidade nas ações de ensino, pesquisa e extensão, somando-se aos esforços dos institutos e faculdades proponentes que primarem as suas expansões pautadas nesses princípios.

Ante o exposto, a Faculdade de Educação encontra-se hoje no limite da expansão, necessitando consolidar os cursos recém criados. O curso de psicologia necessita nos próximos quatro anos de mais 26 professores efetivos para suprir as suas necessidades básicas. O curso de Pedagogia necessita de mais 18 professores efetivos para ocupar o lugar de 27 substitutos e, para garantir que os cursos de licenciatura sejam atendidos na sua totalidade por professores do quadro efetivo da UFG, necessitamos hoje de mais nove professores.

Desse modo, a Faculdade de Educação da UFG é, pois, favorável:
a) à expansão dos cursos de graduação com a correspondente dotação orçamentária, definidos segundo critérios acadêmicos que prezem a qualidade;
b) à valorização da pesquisa e da pós-graduação stricto sensu como partes indissociáveis de seu projeto de universidade;
c) à liberdade acadêmica para pensar, pesquisar e difundir o conhecimento produzido, opondo-se a qualquer ingerência que fira os princípios da autonomia da Universidade;

Entendemos, pois, que o REUNI não traz a concepção, os princípios e os parâmetros necessários à construção de um sistema nacional de educação superior que tenha a universidade pública, autônoma e de qualidade.

Goiânia, 02 de agosto de 2007.

Conselho Diretor da Faculdade de Educação

terça-feira, 30 de outubro de 2007

DEBATE SOBRE O REUNI NA RADIO INTERATIVA

Todos estão convidados para ouvirem o debate de amanhã:

Discussão sobre o REUNI:
31/10/2007 - Quarta Feira.
Programa Papo cabeça - Rádio Interativa FM
Ao MEIO Dia em ponto!

Vão estar no debate:
Pro-Reitora de Graduação da UFG - Profa. Sandramara Matias Chaves
Servidor Técnico Administrativo da UFG- Gibran Ramos Jordão


POR UMA EXPANSÃO COM QUALIDADE


ABAIXO AO DECRETO DO REUNI!!!
Por uma expansão que não altere o caráter da Universidade
Ensino, Pesquisa e Extensão!!!


Faixa do C.A. da Pedagogia UFG