quarta-feira, 17 de junho de 2009

Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira

O DCE junto ao Centro Acadêmico de Computação promoveu no dia 10 de Junho um debate pelo Ciclo de Debates realizado na UFG com o título "Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira". O debate foi realizado no auditório do Instituto de Informática e contou com a presença do Prof. Dr. Pedro Antônio Dourado de Rezende atual professor da UNB, Prof. Dr. Hugo Alexandre Dantas do Nascimento atual diretor do CERCOMP da UFG e do vice-coordenador da Associação Goiânia de Software Livre Júnior José dos Santo e foi patrocinado pelo empresa de T.I. Porta 22.

Primeiro foi apresentado o conceito e a importância do Software Livre dentro da sociedade brasileira. Software Livre diz respeito a liberdade de executar, estudar, redistribuir e modificar o software para qualquer fim e por qualquer pessoa. Muitas pessoas não entendem o conceito dessa maneira e simplesmente o confundem com software gratuito.

Depois foi apresentado e discutido o projeto de Lei "Azeredo", também conhecido com o AI-5 Digital, que quer transformar os provedores de acesso em uma espécie de polícia privada. O projeto coloca em risco a privacidade dos internautas e, se aprovado, elevará o já elevado custo de comunicação no Brasil. O Prof. Dr. Hugo Alexandre leu parte do projeto e discutiu o elevado custo que se teria para implantá-lo em apenas uma universidade. O valor ultrapassaria a casa de 1 milhão de reais o que segundo ele torna-se inviável para um país como o Brasil. O Prof. Dr. Pedro Rezende explicou que este projeto é a forma que as grandes corporações de áudio e de cinema, juntamente a polícia mundial, encontraram para barrar o acesso à internet, recuperando o antigo monopólio que existia a pouco tempo atrás.

Ao final do debate foram discutidos outros temas como: a importância TV Digital, modelos de negócio utilizando software livre e processo de migração para o software livre.



Resumo do debate que ocorreu no dia 10 de junho no auditório do INF durante o Ciclo de Debates enviado por Marcelo Giesel, presidente do CA de Ciências da Computação.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Criação do curso de Educação Física à distância

Parecer do conselheiro (CONSUNI) Paulo Winícios contrário à criação do curso de Educação Física à distância:


Apresento parecer contrário à criação do curso de Educação Física à distância por entender que tal modalidade é contrária aos acúmulos do movimento docente e estudantil no que diz respeito à educação enquanto prática crítica e emancipadora. Tais posições estão claras nas resoluções dos recentes congressos da Associação Nacional dos Docentes – ANDES , da União Nacional dos Estudantes – UNE e da Frente Nacional de Luta Contra a Reforma Universitária .

Sem precisar ir tão longe encontro argumentações contrárias a tal modalidade de ensino nas palavras das atual coordenadora da TV UFG, professora Rosana Borges que em publicação da Faculdade de Educação da UFG aponta que o ensino à distância é utilizado para “ preencher a demanda da educação pós-secundária da população adulta, incluindo o ensino superior e toda a formação contínua gerada pelas necessidades do mercado de trabalho … acompanhando as mudanças ocasionadas pela reestruturação produtiva em curso no país...”. Seguindo o raciocínio da professora mestra em educação pela UFG, que deduz de tal modalidade a visão de educação enquanto “ formação de recursos humanos para o mercado “ , encontramos na página 2 do “ Projeto Político-Pedagógico do curso de licenciatura em Educação Física na modalidade de ensino à distância “, no quarto parágrafo da justificativa , uma acentuada defesa do projeto tendo em vista a expansão do ensino médio e a carência de professores para tal quadro , portanto o curso de Educação Física à distância se apresenta como uma solução rápida e barata para suprir o déficit educacional da área.

Agora peço licença aos conselheiros para perguntar, onde fica o caráter social e comunitário da educação? Em qual educação a UFG pretende investir? Onde não haja participação do estudante junto ao grupo? Onde seja solução, o menor investimento em técnicos-administrativos e docentes?

Segundo Maria Luiza Belloni, Educação à Distância se configura como “ um conjunto fragmentado de segmentos específicos de um mercado global de aprendentes-consumidores” o que é corroborado pela professora da UFG, Rosana Borges, que afirma que educação à distância é “ uma modalidade de ensino baseada no controle por regras técnicas em detrimento das normas sociais, com pouco ou nenhum conhecimento das necessidades dos estudantes, guiando-se por orientações diretivas que visam a atingir os objetivos vislumbrados pela eficiência, relegando a segundo plano a interação pessoal “Percebemos no projeto a ênfase na utilização de novas tecnologias, porém apontamos como erro equiparar a ação humana sobre a máquina com a ação recíproca entre sujeitos. Estamos falando de uma aprendizagem fundamentalmente autônoma, que depende da motivação do estudante, motivação esta, difícil de ocorrer quando o mesmo está isolado de outros estudantes, professores e da instituição de ensino pertencente.

A questão que está em jogo é: pensamos o estudante enquanto sujeito passível de produzir conhecimento ou como um mero receptor de conteúdos? Como nos disse Paulo freire “ Ninguém se conscientiza separadamente dos demais”, é claro e evidente que o convívio social é necessário à construção do conhecimento. Enfrentamos aqui o dilema entre formar ou capacitar. Do ponto de vista dos docentes , novamente segundo a professora Rosana há uma “ desqualificação do saber profissional dos educadores e a desvalorização do seu fazer, já que às exigências decorrentes das propostas de mudança, não corresponde retribuição salarial, formativa e trabalhista adequada...” As relações do mundo do trabalho na sociedade capitalista, vem demonstrando que as novas tecnologias avançam tão rapidamente quanto as desigualdades e a exploração por todo mundo.

Portanto finalizo o parecer acompanhando a posição da atual gestão do Centro Acadêmico de Educação Física, contrário à criação do “ curso de licenciatura em Educação Física na modalidade de ensino à distância “, por conceber que a ênfase nas novas tecnologias não substituem a importância do trabalho docente, nem tão pouco as relações : professor-estudante, estudante-estudante e professor-estudante-comunidade.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A Universidade e a Cultura Popular - Conexões Possíveis e Necessárias

Por Gyannini Jácomo


I – Identificação

Para a UNESCO na sua 25ª Reunião, em Paris, no dia 15 de novembro de 1989, foi assim definida a cultura tradicional e popular:

A cultura tradicional e popular é o conjunto de criações que emanam de uma comunidade cultural fundadas na tradição, expressas por um grupo ou por indivíduos e que reconhecidamente respondem às expectativas da comunidade enquanto expressão de sua identidade cultural e social; as normas e os valores se transmitem oralmente, por imitação ou de outras maneiras. Suas formas compreendem, entre outras, a língua, a literatura, a música, a dança, os jogos, a mitologia, os rituais, os costumes, o artesanato, a arquitetura e outras artes.


É um tema extremamente conturbado este, a cultura popular, pois, para alguns, este tema remete, imediatamente, à idéia de duas culturas. Uma popular e outra elitista.

O processo de formação da burguesia introduziu um dado novo – apresentar de forma escrita as histórias populares, ou seja, aquelas oralmente transmitidas. Até então, o “povo”, não sabia escrever e ler porque era facultado somente aos monarcas e seus correligionários a condição de escrita, mas com a constituição desta nova classe social (burguesia) que por sua natureza e necessidade política “democratiza” a escrita, para buscar junto ao povo a ascensão de poder. A burguesia moderna privatiza o eu, inaugura a propriedade privada, encontra sentido na mercadoria. Agora as “coisas” não são mais do Rei, somente, agora são dos pequenos comerciantes (traficantes de escravos e toda sorte de novos comerciantes). Nesta privatização, privatizou-se também com o tempo e a sofisticação do pensamento capitalista os sentidos, as obras coletivas, privatizaram antes de tudo o próprio homem. Criou-se um novo tipo de escravo. O escravo moderno não é dono de si, é reprodução, é desapropriado de sua capacidade criativa e transformado em máquinas sofisticadas e bem aparelhadas para produzirem mais. O telefone celular é tudo, inclusive celular. É neste cenário que nos encontramos e somos forçados a pensar sobre a tradição da cultura e a própria cultura popular. E é exatamente disto que se trata esta exposição.

Aqui tenho a intenção clara de defender um eixo ideológico: qual o tipo de Universidade devemos construir e qual o parâmetro conceitual esta deve apresentar à sociedade.

Não fosse por uma tradição, aliás, não universitária e antes da própria sociedade ─ e é preciso destacar o quão fora da vida cotidiana a Universidade está ─, as festas juninas, por exemplo, nem aconteceriam dentro da instituição. Se por um lado a festa junina ocorre dentro destes “muros” é por insistência de alunos, mas por outro lado também é preciso destacar que por muitas vezes não se tem a noção histórica destes festejos.

Festa Junina:

Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.

Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas,afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas

A História da Cultura Tradicional se manifesta de várias maneiras, por exemplo, para os trovadores Galego-Portugueses havia um tipo de cantiga que se chamava Cantigas Marinhas ou de Barcarolas, que só se manifestou em Portugal, não tendo nenhum outro registro em nenhuma outra parte do mundo naquele período (séc. XI ou XII), mas aparece aqui no Brasil nas mãos de Dorival Caymmi. Veja, segundo Segismundo Spina o que marca este tipos de cantiga:

... daí o encanto com que muitas vezes as sugestões do mar invadem os estados de alma da donzelinha saudosa – que vai admirar o movimento calmo das ondas, conversar com elas, pedir-lhes notícias de seu namorado, ou ainda esperar por elas as barcas em que partiu o amigo em alguma expedição guerreira. O mar também estava ligado a vida sentimental da donzela, pois a partida do amigo e nem sempre era por via terrestre. ...



É preciso destacar o papel que Spina desenvolve aqui. Nos servimos deste autor para nos narrar uma classificação do que é Cantiga de Barcarolas ou Marinhas.

E vejam a canção de Dorival Caymmi:

O mar quando quebra na praia
É bonito, é bonito
O mar... pescador quando sai
Nunca sabe se volta, nem sabe se fica
Quanta gente perdeu seus maridos seus filhos
Nas ondas do mar
O mar quando quebra na praia
É bonito, é bonito

Pedro vivia da pesca
Saia no barco
Seis horas da tarde
Só vinha na hora do sol raiá
Todos gostavam de Pedro
E mais do que todas
Rosinha de Chica
A mais bonitinha
E mais bem feitinha
De todas as mocinha lá do arraiá

Pedro saiu no seu barco
Seis horas da tarde
Passou toda a noite

Não veio na hora do sol raiá
Deram com o corpo de Pedro
Jogado na praia
Roído de peixe
Sem barco sem nada
Num canto bem longe lá do arraiá

Pobre Rosinha de Chica
Que era bonita
Agora parece
Que endoideceu
Vive na beira da praia
Olhando pras ondas
Andando rondando
Dizendo baixinho

Morreu, morreu, morreu, oh...
O mar quando quebra na praia



Bom, nesse exemplo é possível perceber a raridade dos versos de Dorival, mas é possível perceber a trajetória de um tipo de canção do século XI, também. Como isso se manifesta tão apuradamente, tão perfeito, entre conceito e obra? Penso que aqui existe uma marca profunda do estudo acerca do tradicional nas manifestações artísticas contemporâneas.

O que podemos concordar é que Dorival consegue, de forma espetacular compor um obra em nosso tempo com características semelhantes a aquelas medievais, portanto é possível fazer cultura tradicional e ter sentido nisto, a qualquer tempo.

Mas o que a Universidade tem a ver com isso? Como a Universidade pode e deve atuar junto às estas comunidades que realizam, em tempo, a tradição da cultura? Cultura Tradicional é a mesma coisa de conservador? Estudar a cultura popular e tradicional é realizá-la?

Estas, penso que são as perguntas que devemos aqui começar a fazer-nos. Não tenho a pretensão de responder tais questões, ao contrário, tenho o propósito, imediato, de iniciar as perguntas.


II – Cultura Popular



Mas vamos responder ao menos uma pergunta. Cultura Tradicional é a mesma coisa que Cultura Popular? Não, mesmo que a primeira esteja intrincada na segunda. Dançamos forró, que é uma manifestação popular, porque vem da tradição de se dançar no forrobodó. Mas é necessário diferenciá-las, porque as duas realizações se dão por motivos diferentes. Eric Hobsbawn elabora assim a questão da tradição:

“Por invenção das tradições, entende-se um conjunto de práticas, normalmente reguladas por regras tácitas ou abertamente aceitas. Tais práticas, de natureza ritual ou simbólica, visam inculcar certos valores e normas de comportamento através da repetição, o que implica, automaticamente, uma continuidade em relação ao passado”1,

Enquanto que Cultura Popular se realiza na racionalização do saber popular, da tradição e é a elaboração do direito do fazer cultural e educacional por uma e para uma classe social.

III – Questão de classe

Para entender esta questão da Cultura Popular é necessário antes de tudo se posicionar historicamente. Se for por uma questão de classe que se vê o objeto, portanto deve também se colocar em qual classe você pertence. Não é possível a burguesia produzir cultura popular – a não ser como reificação. A economia capitalista expropria o objeto de arte de sua condição de arte e o coloca como mercadoria, parece-nos que assim deve ser, entretanto a qualidade do objeto e não está no quanto ele custa, ao contrário, está na condição de quanto aquele serve a humanidade ou a sua comunidade. O Funk carioca que era algo da própria comunidade, expresso de maneira a escape daquela condição, torna-se mais uma mercadoria. Então o que serviria para catarse ou como expressão de um descontentamento é reificado a guisa de um objeto de exploração sexual.

Mas há aqueles que querem, no seio do próprio movimento, transformar o expediente da criação popular em mercadoria, discursando que só há esse modo de fazer circular o bem cultural. Mas esquecem-se, esses produtores, que ao defender assim ajudam somente nesta retirada de significados, símbolos do objeto. Fazer circular o bem cultural não é vendê-lo, menos ainda dispor de maneira alienada este bem.

Por isso que estabelecer claramente o propósito da Universidade e qual seu papel é tarefa imediata dos setores progressistas dessa instituição. A Universidade tem a responsabilidade não só de estudar os eventos, mas principalmente intervir socialmente. Nesta condição é que a cultura popular se coloca muito mais a serviço dos setores organizados preocupados com a transformação e ressignificação social do que aqueles setores preocupados com uma universidade otimizada, voltada ao mercado e que constrói no seu seio Empresas Jr. justificadas na idéia de que devemos formar empreendedores para a gestão do capital. A universidade tem como tarefa histórica e por fruto de seu financiamento pensar para a comunidade que dela precisa de seus conhecimentos. E não é qualquer um setor da sociedade, é para aqueles que o capital explora e desapropria não só a condição de vida, como também daqueles que foram retirados o valor de seu trabalho.

A cultura popular juntamente com a educação popular (senão for a mesma coisa) são instrumentos concretos dos trabalhadores para a obtenção dos saberes científicos e de distribuição destes a eles próprios. Os grupos tradicionais e populares devem, assim como já vem ocorrendo, se apropriarem desta produção e transformar em conhecimento popular, organizadamente.

Para nós a certeza é de que para a realização cultural popular, deve-se observar em primeiro lugar que não há venda que justifique o valor da obra e segundo, a obra é popular e, portanto deve ser desta classe social e em terceiro lugar a maneira de estabelecer novas relações é se organizando e fazendo de suas construções, construções coletivas.

HOBSBAWN, Eric; RANGER, Terence. A Invenção das Tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.



Gyannini Jácomo é Acadêmico de Letras da UFG

terça-feira, 9 de junho de 2009

UNE, estranho silêncio

Texto do Jornal O Popular 28 de abril de 2009

Por Armando Acioli


Já foi o tempo em que a União Nacional dos Estudantes, através de suas aguerridas diretorias no âmbito federal e nas diversas unidades estaduais, promovia fortes movimentos em defesa das legítimas causas populares. Sua luta contra a violência e os descalabros de modo geral foi histórica. No decorrer dos governos militares pós-64, quando segmentos radicais do regime de exceção violaram direitos humanos, o estudantado saía às ruas para gritar e protestar contra os desmandos que ocorriam em todo o País.

Quando o então presidente Fernando Collor resvalou para os desvios com o esquema de corrupção montado por PC Farias, a UNE formou um verdadeiro exército e se mobilizou no País pelo impeachment de Collor. O movimento dos caras-pintadas ganhou intensa amplitude, terminando por induzir as diversas classes e instituições a apoiarem o pedido de impeachment de Collor no Congresso Nacional. Os caras-pintadas da União Nacional dos Estudantes se tornaram célebres na luta que resultou no afastamento do ex-governador de Alagoas do Palácio do Planalto.

Estranha e inexplicavelmente, a UNE, de lá para cá, mudou da água para o vinho. Não é mais a UNE de antigamente, que tinha na presidência o combativo goiano Aldo Arantes, que posteriormente exerceu o mandato de deputado federal pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B).

Pela evidência dos fatos, a União Nacional dos Estudantes dorme agora o sono do comodismo, sobretudo a partir do governo Lula. Parece que a ex-combatente classe desapareceu do mapa. Hoje, não se fala mais na UNE, comprovando que a grande maioria de seus componentes fugiu à luta e sequer defende seus colegas que batalham por justas reivindicações. Não se tem notícia de qualquer arregimentação da UNE contra a escalada da corrupção em múltiplos setores públicos e privados, abrangendo inclusive os três poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário.

No caso específico da violência, há pouco, na capital goiana, como vem acontecendo em outros aglomerados urbanos, estudantes que se insurgiram contra o reajuste abusivo das tarifas de transporte coletivo, foram espancados por integrantes da Polícia Militar. Estudantes secundaristas e universitários, ao protestarem contra o dobro do aumento imposto pelos donos das empresas particulares que exploram o transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia, também defenderam os direitos da multidão usuária dos serviços.

As agressões de policiais militares despreparados foram arbitrárias e o comandante da Polícia Militar, coronel PM Carlos Antônio Elias, não pode permitir atos que ferem a integridade física do cidadão. Eles não são bandidos. A PM não está a serviço dos empresários do transporte de massa e muito menos pode atacar estudantes que, pacificamente, defendem legítimos pleitos. O prefeito Iris Rezende, que já foi político estudantil no Liceu de Goiânia e na então Faculdade de Direito da Rua 20, tem o dever de proibir as majorações escorchantes das tarifas dos coletivos. Também determinar a colocação de maior número de ônibus nas linhas e aprimorar o sistema de locomoção dos usuários na Região Metropolitana de Goiânia. E por que não implantar o metrô de superfície? Até porque se trata do principal meio de transporte de massa e o prefeito mantém parceria com o governo Lula. O citybus é elitista e nada resolve.

Quanto aos recentes e lamentáveis episódios de espancamentos de estudantes em Goiânia, a União Nacional dos Estudantes tem pecado por omissão e ignora os distúrbios nos vários Estados.

Por que a ex-guerreira União Nacional dos Estudantes se mantém calada e não defende seus companheiros vítimas de ações policiais arbitrárias? Enquanto outras instituições chegam a lutar e fazer lobbies por privilégios descabidos e aéticos, a UNE se acovarda e nada faz pela causa dos direitos da própria classe. Mais de 650 mil bacharéis em Direito País afora estão impedidos de exercer a profissão por um exame inconstitucional, absolutista e discriminatório da OAB, enquanto a UNE a tudo assiste passivamente.

Enfim, ao se acomodar no governo da sucessão de escândalos de corrupção, da violência e da insegurança, há um estranho silêncio da UNE.




Recorte do Jornal disponível aqui.

terça-feira, 2 de junho de 2009

CICLO DE DEBATES

O Diretório Central dos Estudantes - UFG, juntamente com vários Centros Acadêmicos, realiza neste primeiro semestre de 2009, entre os dias 01 e 10 de junho, o Ciclo de debates - Estudar, Organizar, Lutar.

Este ciclo tem a natureza de abrir espaços na universidade para debater sobre temas que achamos relevantes não só para a comunidade acadêmica como para a sociedade em geral.

Estão todos convidados a debater conosco!



Acesse aqui a programação.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Carteira de estudante...

Pelo segundo Ano consecutivo o DCE-UFG está confeccionando a carteira de meia entrada.

Nossa carteira tem um custo de 7 reais (treze reais mais barata que a da UNE).
Os documentos necessários são:
- comprovante de matrícula;
- xerox do RG;
- foto 3x4.


Alem do direito de meia-entrada os estudantes estarão financiando as lutas do Movimento Estudantil e de um DCE independente.
A renda das carteirinhas é dividida entre o DCE e o Centro Acadêmico do Aluno que faz a carteirinha.

Interessados procurar:
- Em Goiânia a sede do DCE ( campus II entre o ICB e o IESA), (62) 35211255;
- Em Catalão O estudante Carlos do curso de História, (64) 99640780;
- Em Jataí o estudante Tiago do curso de História (64) 81152849.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Muda o método mas não muda o mérito...

É com esse título que a reportagem de uma grande revista de circulação nacional inicia às discussões a respeito das mudanças propostas pelo Ministério da Educação para a reformulação dos processos seletivos de ingresso nas Universidades, o tão temido vestibular. O que causa estranheza é a forma distorcida que o referido meio de Comunicação trata o tema, ressaltando ao longo de toda reportagem o mérito daqueles que lograram êxito no vestibular e reiterando as potencialidades dessa nova forma de avaliação. De forma sintética, a nova proposta do MEC consiste na unificação do processo seletivo entre todas as Universidades Federais e também às particulares que manifestarem interesse, e em sua elaboração teria como referência o Exame Nacional Do Ensino Médio (ENEM). Por mais que a prova do ENEM, apesar de algumas incoerências, tenha um formato diferenciado, focando seu modelo de avaliação na capacidade de interpretação e resolução de problemas do aluno e não na memorização dos conteúdos , a proposta do Ministério ainda é nefasta, já que reproduz os vícios do vestibular de forma mais aguda.
Porém, além dessa discussão conjectural com relação ao método mais adequado de avaliação para ingresso na Universidade, surge a necessidade de discutir o cerne da questão, ou seja, o atual modelo de organização da Educação, em todos os seus níveis e esferas. A Educação em nosso país, desde a Educação Básica, deixa muito a desejar no quesito formação ao negligenciar os aspectos da criação e reflexão necessários à prática educacional e ao desenvolvimento de sujeitos ativos no processo de transformação social. A nossa Educação vê-se atrelada ao desenvolvimento econômico, notoriamente dirigida pelos interesses dos organismos multilaterais , prezando pela formação de sujeitos aptos a atender as demandas do Mercado de Trabalho e do crescente processo industrial. Além disso, apresenta-se totalmente direcionado à formação de indivíduos mecanizados, prontamente resignados a aceitar o modelo de exploração e de hierarquização impostos pelo modo de produção vigente.
O vestibular é o próprio retrato desse modelo educacional cristalizado, não é um modelo avaliativo e sim, já em sua gênese, excludente. É classificatório e reproduz a ideologia da meritocracia - perfeitamente aceita e até reafirmada pela sociedade – que diz que os classificados, os vencedores são realmente os melhores. Porém, o que uma prova, tal qual o vestibular, deixa de considerar são as possibilidades que foram oferecidas àqueles que disputam uma vaga, como por exemplo: a educação a que foram submetidos, as condições sanitárias e sócio-econômicas, a inserção precoce no mercado de trabalho. Enfim, as condições históricas nas quais se formaram.

Nesse sentido, somos obrigados a reafirmar que tal modelo de avaliação é inadequado e incoerente, mesmo com as adequações propostas pelo MEC e com outras alternativas, recentemente implantadas, como as políticas afirmativas e de inclusão. Tais medidas se caracterizam como paliativas, já que o problema é estrutural e histórico. A Diretoria do DCE é definitivamente contra a proposta devido ao pouco tempo proposto a esta discussão de grande relevância. Nos apresentamos em oposição em razão do caráter chantagioso da proposta que oferece dinheiro somente às universidades que aderirem o projeto do governo; contrários, por mais uma vez o MEC optar por fragmentar o debate sobre o projeto de universidade, querendo discutir estes aspectos somente nas instâncias governamentais e institucionais.
Há de se pensar em possibilidades de investimento na educação pública, em especial na educação básica e fundamental, onde a situação é mais precária, repensando a formação de professores, valorização da profissão, a renovação do currículo, além das questões materiais e de estrutura. No que diz respeito ao ensino superior, vislumbra-se a necessidade de expansão de vagas nas Universidade públicas, supressão de programas tal qual o PROUNI ( que propiciam desvios de verbas públicas para instituições privadas), pensando que é possível promover expansão com qualidade sem perder de vista o tripé: ensino, pesquisa e extensão, bem como da função Social da Universidade.

Assim, prezamos por transformações que tornem acessíveis a entrada na Universidade a todos aqueles que desejarem, pricipalmente àqueles que acreditam no caminho da Educação e do conhecimento como principal forma de desenvolvimento humano e resignificação social.



Texto extraído do Jornal DCE-UFG, Maio 2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

Carteira de Estudante do DCE

A Carteira de Estudante já está sendo confeccionada na sede do DCE, entre o departamento de Quimica e o de geografia, no campus II.

Basta levar uma foto 3X4, cópia da carteira de identidade e cópia do comprovante/notificação de matrícula.
O custo é de R$7 e a carteirinha fica pronta na hora.



A confecção das carteirinhas no Campus II irá apenas até o dia 20/04.

segunda-feira, 23 de março de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

CALOURADA CAJ 2009

Realização:
Direção do Campus Jataí
DCE-UFG

18, 19 e 20 de março de 2009


CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:


18 de março

19:00 horas
Salão Nobre da AABB
Abertura da Calourada CAJ 2009
(apresentação da Diretoria do CAJ - informações sobre bolsas)

20:00 horas
Salão Nobre da AABB
Mesa redonda
Crise Econômica e Expansão Universitária
Professor Frank Svensson (UNB), Professor Hugo Leonardo (UFG-Catalão)


19 de março

09:00 horas
Anfiteatro Maior da Unidade Jatobá
Mesa redonda
Agronegócio: Expansão da Cana de açúcar sobre o cerrado goiano - Impactos Sócio-econômicos e ambientais
Professor Helder Paulino (UFG-Jataí), Professor Fabiano Rodrigues (UFG-Jataí), Professor Uelinton Barbosa (UEG-Minaçu), Líder Camponês Zelito Silva (Movimento Terra Livre) e Acadêmica Bruna Venceslau (Graduanda em Geografia-UFG/Centro Acadêmico 29 de Maio)

21:00 horas
Salão Nobre da AABB
Festa
TODAS AS ARTES
Shows:
Marcelo, Bira e Faustinho
Alessandro & Gustavo
ingressos antecipados: R$ 5,00
a venda com comissões de formatura
PANFLETO ANEXO


20 de março

20:40 horas
Pátio da Unidade Riachuelo
Mesa redonda
O papel social da Universidade
Professor Hudson Lustosa(UFG-Goiânia), Professor César Augustus (UEG- Anápolis), Acadêmico Paulo Winícius (DCE-UFG) e Acadêmica Cristiane (UFG-Jataí)



OBS.: Haverá aula normal em todos os dias e horários não contemplados nesta programação, inclusive na quinta (19/03) e sexta (20/03), no primeiro horário do noturno (aula até 20:40 horas)




PARTICIPE!

quinta-feira, 12 de março de 2009

CALOURADA AFIRMATIVA – UFG

Já está acontecendo a Calourada organizada pelo CANBENAS (Coletivo de Estudantes Negras e Negros Beatriz Nascimento) na UFG!

Aqui vai a programação...
Não deixe de conferir!



MESA: O Percurso das Ações Afirmativas na UFG: a caminhada vem de longe..
Dra. Adriane Damascena (Conexões de Saberes), Erikson Matinada (ex-bolsista do Passagem do Meio),
Maria Gorete (CANBENAS), Ms.Waldemir Rosa (ex-bolsista do Passagem do Meio)
Horário: 09:30

Dia 11/03/09 (Quarta)
Local: Auditório do IESA – Campus II

Palestra: Políticas públicas em Educação: o processo de inclusão da população negra brasileira
Debatedora: Denise Botelho (UnB)
Horário: 14h

Dia 12/03/09 (Quinta)
Local: Auditório da Faculdade de Educação – Campus I

Palestra:Perspectivas Acerca das Ações Afirmativas nas Universidades Públicas Brasileiras
Debatedor: Nelson Inocêncio (UnB)
Horário:19h30

Dia 12/03/09 (Quinta)
Local: Auditório da FCHF – Campus II

Palestra: O Aparato Legal das Ações Afirmativas nas Universidades Públicas
Debatedor: Renato Ferreira (UERJ)
Horário: 09h30

Dia 13/03/2009 (Sexta)
Local: Auditório da Faculdade de Educação

Apresentações Artísticas: “... A CASA TAMBÉM É NOSSA!"
Horário: 19h30

Dia 13/03/2009 (Sexta)
Local: Praça Universitária




Maiores informações, mande email para canbenas_go@yahoo.com.br

Notícias do Perro Loco

Informe: Perro Loco cancela mostra de filmes da Calourada
por Imprensa/Perro Loco

Outras sessões serão realizadas durante todo o ano de 2009.


O Coletivo Perro Loco informa que a mostra de filmes do festival que seria apresentada dentro da programação da Calourada Unificada DCE e CAs 2009 da UFG foi cancelada, devido a problemas na reserva de auditórios e salas de projeção. O Perro Loco pede desculpas à comunidade acadêmica e avisa que durante todo o ano diversas mostras e sessões especiais serão realizadas. Fique de olho no site!



Túlio Moreira
Imprensa/Perro Loco

domingo, 8 de março de 2009

Calourada da Artes Cênicas





Não deixe de conferir a programação do CA de seu curso!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Show do Nação Zumbi

Já estão à venda os ingressos para o show do Nação Zumbi que vai rolar no dia 14/03, lá no Centro de Eventos da UFG.
O ingresso custa R$20 e estudante paga meia.

Os postos de venda são:
. Sede do DCE no Campus II
. CA's
. Restaurante Gurupi (Mais conhecido como "Pamonharia")
. Bar da Tia, do Tio e do Primo (Praça Universitária)
. KBÇA Bar







Não deixe de comprar o seu!

segunda-feira, 2 de março de 2009

CALOURADA UNIFICADA 2009




Confira a programação:





VALOR DO INGRESSO: R$20 (Estudante paga meia-entrada)


Maiores informações, mande um email para dceufg@gmail.com


Participe!
Vamos construir juntos uma UFG de qualidade voltada para a comunidade!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Lembrando...

Caravana do DCE-UFG para o Fórum Social Mundial- Belém 2009

Inscreva-se na caravana do DCE/UFG para o fórum social mundial. A caravana contará com dois ônibus, e além de levar estudantes da UFG, terá uma pequena delegação composta por alguns movimentos sociais .

O ônibus sairá de Goiânia dia 25 de janeiro e retornará no dia 4 de fevereiro O custo da viagem, passagem de ônibus de ida e volta, será de R$110,00. O estudante deverá efetuar o pagamento até o dia 29 de dezembro. Lembrando que mesmo com o nome na lista de interessados, a efetivação da inscrição no ônibus se dá mediante pagamento.Coloque o seu nome na lista e efetive o pagamento, com os diretores: Gildete (8478-0324) e João( 81491236).

OBS:A inscrição do fórum e do acampamento da juventude deverão realizadas, individualmente, no site do evento:

Interessados entrar em contato pelo email: dceufg@gmail.com
ou pelo telefone: 3521-1255

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Caravana para o 9º Fórum Social Mundial

No ano que vem, de 27 de janeiro a 1 de fevereiro, irá ocorrer em Belém do Pará a nona edição do Fórum Social Mundial.

O DCE/UFG já se inscreveu e quer levar uma grande delegação estudantil para o fórum. A caravana contará com dois ônibus e além de levar estudantes da UFG terá uma pequena delegação composta por alguns movimentos sociais e sindicatos parceiros do DCE.

O custo da viagem junto com a inscrição será de R$133,00.
Desse dinheiro R$110,00 serão para o ônibus e R$23 para o pagamento da inscrição no evento (só lembrando que a inscrição como participante individual, isto é, fora da delegação, fica um pouco mais cara, R$30,00).

O ônibus sairá de Goiânia dia 25 de janeiro e retornará no dia 4 de fevereiro.

O estudante deverá efetuar o pagamento dos R$133,00 na semana de 1 a 5 de dezembro na sede do DCE Campus II , os diretores responsáveis pelo recebimento das taxas são : Iara, Gildete, Vitor e João.
O pagamento poderá ser feito por depósito ou cheque.



Interessou?
Para maiores informações procure o DCE...
pelo email: dceufg@gmail.com
Pelo tel: 3521-1255
Ou pessoalmente na sede.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Fique atento, receba de volta o dinheiro das taxas!

Depois de barrarmos as taxas na UFG, agora é a vez de recebermos o dinheiro das taxas de volta.

O DCE/UFG em parceria com os CA's e DA's está com a campanha pelo ressarcimento das taxas. Para receber o dinheiro basta entrar com um processo pedindo o ressarcimento.
Para dar entrada no processo são necessários os seguintes documentos:

> Cópia dos comprovantes de pagamentos das taxas a serem ressarcidas. Caso não tenha os comprovantes pode pegar um extrato de pagamento. Basta ir ao DAA(térreo da reitoria)e solicitar o extrato (não se esqueça de levar uma cópia de sua identidade!);
> Notificações de matrícula, comprovante de matrícula ou extrato acadêmico. (seu vínculo com a UFG em todos os anos em que se pede o ressarcimento tem que ser comprovado);
> Cópia da identidade e do CPF (não vale carteira de motorista!);
> Cópia de um comprovante de endereço recente;
> Procuração em nome do advogado Rubens Donizetti Pires, disponível na copiadora do DCE/UFG e no blog. A procuração tem que estar devidamente preenchida e assinada.


Junte todos esses documentos e entregue no DCE ou na copiadora do DCE.



DIA 29 É O ÚLTIMO DIA PARA ENTREGAR OS DOCUMENTOS!

domingo, 28 de setembro de 2008

Biblioteca aos finais de semana

Expansão se faz com Biblioteca aos finais de semana!!!

Os estudantes da UFG, através do DCE e de vários Centros Acadêmicos, vêm desenvolvendo desde o começo do ano de 2008 uma forte campanha pela abertura das duas bibliotecas da UFG em Goiânia aos finais de semana e pela extensão de seu horário de funcionamento no período noturno.

A luta dos estudantes tem como base a realidade daqueles que estudam a noite e/ou trabalham durante o dia, ficando assim impossibilitados de utilizarem a biblioteca durante a semana. Além disso, a luta está pautada na comunidade externa que muitas vezes não tem acesso a aparelhos públicos, mesmo necessitando dos mesmos, isto é, os estudantes vêem a necessidade de estender o papel social da Universidade, pensando em um dos eixos do tripé que rege o ensino universitário: a extensão.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) organizou um abaixo-assinado onde conseguiu mais de 2000 assinaturas de estudantes de todos os cursos e turnos.

No dia 21 de maio, durante um ato cultural realizado no Centro de Convivência do Campus II, os abaixo-assinados foram entregues ao professor Reitor Edward Madureira.

A Reitoria e a Direção da Biblioteca desde então tem recebido os estudantes e se comprometido com tal reivindicação, colocando como meta conjunta a abertura da Biblioteca e laboratórios aos finais de semana para estudantes e comunidade externa.

Já tivemos uma vitória. Anunciamos a extensão do funcionamento da biblioteca aos sábados das 8 às 18horas e no noturno durante a semana até às 22h45 a partir do dia 20 de setembro.

Agora a luta é para que seja oferecida uma programação de oficinas, palestras, vídeos-debate, exposições artísticas, enfim, mostras que dêem um uso social aos espaços da biblioteca e atraiam a comunidade dos bairros vizinhos, além dos estudantes. Acreditamos que a "demanda" da biblioteca será criada pelas condições e atrativos oferecidos pela instituição.

Por fim, o DCE tem como preocupação que esta expansão não ocorra de forma a explorar o trabalho dos estagiários e dos funcionários técnico-administrativos, colocando como ideal a contratação de novos servidores.

Mais uma vez se demonstrou que a luta organizada dos estudantes geram frutos e torna-se indispensável na construção de uma UFG que além de se abrir ao estudante deve lhe dar as condições de ali se manter, com acesso a biblioteca, laboratórios e assistência estudantil. Não basta termos uma das melhores Universidades do país se esta instituição não se abrir à comunidade, não tiver retorno social para os que mais precisam.

É com este pensamento que a gestão "Mobilização" do DCE-UFG se coloca ao lado de outros movimentos sociais na defesa de uma sociedade mais justa para além da lógica de mercado e de um Centro de Excelência Educacional que sirva a poucos.

Viva a Luta dos estudantes!!!

Biblioteca aberta os finais de semana, conquista de todos e para todos!!!

MobilizAção

22/08/2008... Tomamos posse!

A chapa MobilizAção está oficialmente na direção do DCE-UFG gestão 2008-2009.
Agradecemos à todos os estudantes que acreditaram em nossas propostas e garantimos fazer o máximo de esforço para torná-las reais.

Nos compremetemos à seguir na luta por uma universidade melhor.

Assumimos com a espectativa de promover debates e ações que enriqueçam o cotidiano universitário, e que, mais que isso, ganhem alcance para além do terreno da Universidade.


Para quem não viu, ou quem viu e gostaria de rever, colocamos aqui o resultado da eleição:
Chapa 1 - Não pare na pista - 34,1% - 1385 votos.
Chapa 2 - Mobilização - 63,2% - 2569 votos
Brancos - 0.5% - 24 votos
Nulos - 2.14% - 84 votos
Total - 4065 votos





E assim vamos...

Desde a posse, estamos nos reunindo e puxando debates e manifestações sobre alguns assuntos que acontecem dentro da Universidade.
O aumento do Restaurante Universitário (R.U.) é um deles.


Reunião com pró-reitores















Ato do suquinho contra o aumento do R.U. 21/08






Reunião com o Secretário de Planejamento












Ato: concentração no R.U.






Reitoria: debate acerca do R.U. com o Reitor



Outros debates e movimentos vêm sendo colocados pelo DCE e alguns CAs e estudantes integrantes de outras entidades estão ajudando em nossas lutas, o que fortalece muito o movimento estudantil na UFG.
Questões como a abertura da Biblioteca aos finais de semana, o sistema de segurança a ser implantado na UFG e a possibilidade de reuniões privativas no CONSUNI estão em pauta nas nossas discussões.

Assim, o DCE-UFG Gestão MobilizAção convida todos os estudantes à participarem da busca pela melhoria do ensino superior público do país, dando sugestões, fazendo críticas, indo aos atos e debatendo.